10 músicas para quem conhece pouco o Aerosmith

Todo fã de Aerosmith conhece aquela pessoa que gosta de I Don’t Want to Miss a Thing e diz que essa é a melhor música da banda, mesmo não sabendo da existência de outras. Não que estejamos contrariando sua opinião, mas os bad boys from Boston têm mais de 45 anos de carreira juntos e, com isso, um extenso catálogo de canções. Tomamos a liberdade de criar uma lista com 10 músicas que podem ajudar quem conhece pouco o Aerosmith a ir mais fundo na discografia da maior banda da história da América. Dá uma olhada!

10. What Kind of Love Are You On (Armageddon: the Album, 1998)
Steven Tyler, Joe Perry, Jack Blades, Tommy Shaw

É incrível o quanto I Don’t Want to Miss a Thing fez sucesso e, por outro lado, What Kind of Love Are You On foi esquecida na trilha sonora do filme Armageddon. É claro que a primeira era o tema principal, mas a segunda composição (que é ouvida por poucos segundos em uma cena), é o oposto da balada que todos conhecemos. Com uma pegada mais pesada, mais rápida e mais setentista, é exatamente o que deixou o Aerosmith famoso 20 anos antes. Tem apenas 56 apresentações ao vivo conhecidas, a última delas sendo em 13 de abril de 1999, em Memphis, no Tennessee.

09. You See Me Crying (Toys in the Attic, 1975)
Steven Tyler, Don Solomon

O terceiro single do álbum que lançou o Aerosmith entre os maiores atos da música da história, o Toys in the Attic, é extremamente complexo e difícil de se tocar. You See Me Crying frustrou os membros banda, durante a gravação. Bateria e guitarras necessitam de um trabalho mais focado e estilizado, o que levou muito tempo para se concluir. Além disso, Jack Douglas, o produtor, levou uma orquestra sinfônica ao estúdio para participar da canção. Foi esquecida no tempo porque o grupo desistiu de tocá-la ao vivo, devido à complexidade já mencionada. Pequenos trechos antes de Dream On, no piano, foram ouvidos algumas vezes, mas, por completo, a música só foi tocada ao vivo uma única vez, durante um show em Nova York no ano de 2009.

08. Pandora’s Box (Get Your Wings, 1974)
Steven Tyler, Joey Kramer

Esta é a primeira colaboração em composições do baterista Joey Kramer. Ele deu início a essa canção com uma guitarra achada no lixo do apartamento da banda. Tyler, que logo ajudou em Pandora’s, usou a mesma guitarra para compor a balada Seasons of Wither. Assim como 90% do Get Your Wings, a música foi esquecida depois do sucesso astronômico dos álbuns que viriam logo depois, Toys in the Attic e Rocks. Depois de ser tocada na turnê de divulgação, foi ouvida ao vivo por alguns sortudos durante um show em 1975, um 76 e três em 98 (apenas 18 apresentações, no total). Desde então, Pandora’s Box nunca mais entrou em um setlist da banda, apesar de Joe Perry insistir em tocá-la na Global Warming Tour (2012-2014).

07. Chip Away the Stone (Gems, 1988)
Steven Tyler, Joe Perry, Richie Supa

Chip Away the Stone foi originalmente lançada como single do álbum ao vivo Live! Bootleg em 1978. Apenas dez anos depois é que ouvimos, pela primeira vez em um álbum, a versão de estúdio, encontrada na coletânea Gems. Em sua primeira aparição, a música alcançou apenas a 77ª posição na Billboard Hot 100 mas, em 1988, o re-lançamento alcançou a posição de número 13. No final dos anos 70, a canção era presença marcada nos setlists da banda mas, desde então, aparece esporadicamente em alguns shows aleatórios. Com um total de apenas 67 apresentações ao vivo, nos últimos 5 anos foi tocada 14 vezes (6 em 2010, 1 em 2011, 5 em 2012, 1 em 2013 e 1 em 2014).

06. Falling Off (Nine Lives, 1997)
Steven Tyler, Joe Perry, Marti Frederiksen

As músicas em que Joe é o vocal principal já são esquecidas por natureza, mas Falling Off foi além. Incluída apenas na versão internacional do Nine Lives, foi tocada 58 vezes desde seu lançamento, em 1997. Basicamente, serviu como “a música do Joe” na turnê de divulgação do álbum, bem como Walk On Down, do Get a Grip (essa última, no entanto, foi tocada um total de 128 vezes). Atualmente, a parte do show em que Perry toma o microfone é sucedida por Combination ou Stop Messin’ Around, duas músicas que a banda insiste tocar em quase todos os shows. A posição de número 6 conta com um riff mais definido, vocais mais melódicos e um Joe Perry mais desinibido. Vale a pena conferir.

05. The Reason a Dog (Done with Mirrors, 1985)
Steven Tyler, Tom Hamilton

O Done With Mirrors faz parte do blackout que o Aerosmith teve entre os anos de 1979 e 1985. Foi nesse período que a banda brigou mais do que nunca, se separou (Perry e Whitford deixaram o grupo), quebrou financeiramente e voltaram a se reunir. O primeiro álbum com Joe e Brad novamente no Aerosmith foi um sucesso de críticas, mas um fracasso de vendas. Dentro dele, no entanto, uma obra prima composta por Tyler e o baixista Tom Hamilton: The Reason a Dog. Nunca foi tocada ao vivo, e provavelmente nunca será, já que (com exceção de Let the Music Do the Talking) a banda parece ter enterrado esse período de sua carreira.

04. Sunny Side of Love (Music from Another Dimension!, 2012)
Steven Tyler, Marti Frederiksen

A música mais recente desta lista. Sunny Side of Love foi lançada como um dos atrativos da edição deluxe do Music from Another Dimension!, último álbum da banda, de 2012. E por “último” queremos dizer que este pode ser, realmente, o último CD do Aerosmith, visto que Tyler e Perry não querem criar material novo em forma de disco (quem sabe, apenas alguns EPs). Pensando por esse lado, Sunny Side pode ser a real despedida do grupo a CDs e gravadoras, já que ela é a última canção do MFAD!. Melódica, meio parecida com o tom adotado pela banda no final dos anos 90 (ouça Kiss Your Past Good-bye) e virada para as tantas baladas do CD, traz momentos de nostalgia. Também nunca foi tocada ao vivo e também provavelmente nunca será, resultado direto do fracasso de vendas que foi o álbum. Nem mesmo os singles tiveram atenção dos membros. Uma pena.

03. Line Up (Get a Grip, 1993)
Steven Tyler, Joe Perry, Lenny Kravitz

Qualquer música que saia de um álbum que vendeu mais de 20 milhões de cópias é conhecida, certo? Errado. O Get a Grip, trabalho mais bem sucedido do Aerosmith até hoje, contou com hits que explodiram no mundo inteiro, tais quais: Eat the Rich, Crazy, Cryin’, Livin’ on the Edge e Amazing. Line Up, estando ao lado de tantos sucessos, caiu no esquecimento (mesmo tendo Lenny Kravitz como co-autor e backing vocal). Com uma pegada insistente e cheia de energia, é marcante e chiclete. Foi tocada uma única vez ao vivo, no dia 19 de setembro de 1994, em Richmond, Virginia. A música fez parte da trilha sonora do filme Ace Ventura: Um detetive diferente.

02. Monkey on My Back (Pump, 1989)
Steven Tyler, Joe Perry

Mesmo sendo um single de um dos álbuns mais bem vendidos do Aerosmith, Monkey on My Back não é, realmente, um sucesso. Steven, que criou a música com todo amor e carinho, já disse publicamente que gostaria que ela tivesse mais atenção do público. Uma de suas preferidas, fala explicitamente do abuso de drogas e álcool e teve cerca de 325 apresentações ao vivo. Nos últimos dez anos, no entanto, foi tocada apenas dez vezes (desaparecendo do setlist por um tempo até reaparecer em 2014, sendo tocada meia dúzia de vezes durante a Let Rock Rule Tour). Novamente, seu brilho foi ofuscado por hits mundiais, tais quais: Janie’s Got a Gun, The Other Side, What It Takes e Love in an Elevator.

01. Nobody’s Fault (Rocks, 1976)
Steven Tyler, Brad Whitford

Muitos consideram Nobody’s Fault a obra prima definitiva do Aerosmith. Composta, em sua maior parte, por Brad Whitford, uma pessoa que, não há como negar, entende de guitarras, é agonizante e perfeita para todas as desculpas que os seres humanos arranjam atualmente. Na época de lançamento, durante os anos 70, todo o cenário musical parou para ouvir e agradecer o Aerosmith pela contribuição à música internacional com o álbum Rocks. Slash, por exemplo, diz que este trabalho (e, em especial, esta canção) definiu de vez o que ele faria em sua vida. James Hetfield e Kurt Cobain também declararam que Nobody’s Fault era uma de suas músicas preferidas. O lado mais pesado e obscuro do Aerosmith, traduzido em alguns poucos minutos. Apesar de tudo isso, foi apresentada ao vivo apenas 39 vezes desde 1976. Tyler alega que a complexidade do vocal é extremamente alta e Tom Hamilton já disse que, hoje em dia, se tocarem-na, a garganta de Steven irá se esgotar pela noite. Contudo, essa marca foi registrada no tempo e nada pode tirá-la do Aerosmith. Uma obra sem igual.

Depois de uma lista como essa, é possível rever nossos conceitos, não é mesmo? Mostrem para os amigos que gostam de Aerosmith mas que pouco conhecem sua extensa discografia! Vamos ver se conseguimos aumentar a Blue Army no Brasil, trazendo os bad boys from Boston cada vez mais vezes para o nosso país. Até a próxima!

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Igor Lino
Jornalista, já foi estagiário da revista Exame PME, na Editora Abril, e atualmente é colaborador do site Salada de Cinema. Apaixonado por WWE e, claro, Aerosmith.
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