Entrevista com Jedai, da banda Fever

Fever é a maior banda cover do Aerosmith no Brasil. Junto de Samuel Away (bateria), Rafael MSP (guitarra principal), Kadu Sasso (guitarra rítmica) e Mario Leinfelder (baixo), Jedai, o vocalista, toca por todo o país, apresentando e difundindo o trabalho de mais de 40 anos dos Bad Boys from Boston. Tidos, muitas vezes, como “o cover oficial” do Aerosmith, já fizeram mais de 900 shows em 400 cidades do país. Tudo isso desde 2002.
Jedai já foi convidado a fazer parte de lançamentos e divulgações de produtos do grupo, além de ter tocado com o maior cover da Inglaterra, se apresentando lá e em países como Irlanda, Alemanha, Áustria e Escócia. Ele tirou tempo de sua disputada agenda de shows para conversar com o Rock Your Wings. Dá só uma olhada!

Como surgiu a ideia de fazer um cover do Aerosmith? E por que do Aerosmith?

Tive esta ideia há uns 13 anos atrás, quando eu tinha uma banda de músicas autorais e era muito difícil conseguir lugares para tocar. Resolvemos, na época, fazer um tributo ao Aerosmith e, assim, entrar nos bares. Escolhemos o Aerosmith porque não havia cover deles na época, além da minha semelhança física e tessitura vocal.

Como é o processo de caracterização? Como você se transforma no Steven?

Algumas roupas eu mandei fazer baseadas nas do Tyler, mas a maioria são roupas que eu imagino ele usando. Para não perder a minha personalidade, eu procuro nunca ficar 100% caracterizado. Eu não acho muito legal já que muitas bandas tendem a fazer isso e acabam virando cosplay.

Qual é a sensação de ser a banda cover do Aerosmith mais conhecida do Brasil?

É muito boa. Esse reconhecimento vem de tantos anos de estrada. Começamos a desbravar lugares que nenhuma outra banda de São Paulo havia tocado. Já passamos por muitas poucas e boas, e ver que a galera nos respeita e acompanha até hoje é muito gratificante.

11007642_1550647861877257_1083724615_nComo é que vocês compõem o setlist da Fever?

Nosso set é composto de mais ou menos 50 músicas do Aerosmith e covers que eles também tocam. Geralmente, em casas que tocamos pela primeira vez ou em eventos abertos, onde as pessoas não conhecem tanto o Aerosmith, tocamos os hits e lados A. Em eventos só nossos, onde sabemos que o público que vai é fã, colocamos alguns B sides, buscando shows clássicos dos anos 80 e 90.

Recentemente você participou do programa “Máquina da Fama”, do SBT, e saiu vitorioso. Como foi a participação? Qual foi a sensação de ganhar caracterizado como Steven Tyler?

Primeiramente, foi um alívio ganhar em primeiro porque, geralmente, bandas de rock não ficam em primeiro lugar em programas como este. O legal foi mostrar a força que o Aerosmith tem. Foi uma coroação por tanto tempo de trabalho, por tantas vezes que cantei essa música nos palcos do Brasil e fora dele. Foi uma oportunidade de mostrar um pouco do Aerosmith para quem não conhecia. O programa fez um ótimo trabalho de caracterização com a banda. Usei minhas roupas mesmo, mas eles buscaram uma maquiagem e cabelos mais próximos do Tyler, e isso foi muito legal. Inclusive, adoraria que ele visse e adoraria saber o que ele achou (risos).

Acompanha muito a banda? Qual é a sua música favorita de interpretar?

Sempre foi e sempre será “Dream On”, com certeza. Sou fã desde 94 e estou sempre ligado no que eles estão fazendo. Fui à todos os shows que a banda fez aqui no Brasil desde então.

Você já teve a oportunidade de conhecer a banda pessoalmente? Se sim, como foi?

Sim, conheci o Tyler em 2007 quando eles tocaram em São Paulo no estádio do Morumbi. Eu esperei ele sair do hotel para a passagem de som. Conversamos bem rapidamente, entreguei um CD com materiais da banda e fiquei muito feliz em saber que ele já conhecia o trabalho meu e da banda. Um dos artistas mais simpáticos que eu já vi pessoalmente, o que me deu ainda mais orgulho em fazer cover dele.

Qual é a diferença de ser uma banda cover comum e uma banda cover oficial?

Na real não existe muito essa coisa. Esse lance de oficial é meio subjetivo. Quem começou a nos chamar de “oficial” foram os contratantes e veículos de comunicação. Parte disso veio do fato de eu ter aparecido no antigo site pessoal do Tyler, em 2003, dizendo ser o cover da América Latina. Depois disso também fizemos alguns shows pela gravadora do Aerosmith para divulgar os lançamentos na época. Ou seja, não existe essa de cover comum, a diferença é quem faz o trabalho profissional e bem feito e quem faz apenas por diversão. Essa sim é a real diferença.

Fever no Máquina da Fama

Para contato, agenda de shows e mais informações, visite: aerosmithcover.com.

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Igor Lino
Jornalista, já trabalhou na revista Exame PME, da Editora Abril, e atualmente está no Google. Apaixonado por música, livros e filmes.
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