As biografias das 10 melhores do Aerosmith segundo o britânico The Guardian

O mais importante jornal britânico e segundo jornal em inglês mais lido do mundo perdendo apenas pro New York Times, com circulação mensal de 345.000 cópias (Fonte: O Globo), dedicou um espaço em sua pagina na internet para listar as biografias das 10 melhores músicas da banda de Boston que descreve como a “(banda) que se tornou a mais inconstante, gigante produtora de baladas dos anos 90”.

A importância dessa lista dá-se pelo fato de duas “surpresas” constarem na lista deste renomado editorial inglês, Chiquita e Bolivian Ragamuffin, terceira e quarta posição respectivamente.
Eis a lista completa e um resumo das considerações da publicação:

(Para ouvir vá ao final da noticia)

1 – DREAM ON

“Steven Tallarico escreveu essa música durante momentos perdidos em um piano Steinway de um hotel, quatro anos antes de fundar o Aerosmith e muito antes de assumir o nome Steven Tyler”

O jornal relata que existiam bandas, como o New York Dolls, que já tinham muito sucesso com esse tipo de música e vários artistas que lançavam álbuns quase todos os anos com esta levada, citando o Bruce Springsteen. O Aerosmith surgiu com um padrão de influência do boogie do sul do Estados Unidos e deu poucas pistas do que a banda se tornaria nos anos 90 com as baladas, porém uma música deu um passo a frente: Dream On!

A música foi adaptada para sair do piano e, sendo assim, Tom Hamilton “tocava a mão esquerda de Steven” enquanto a mão direita por Perry. Isso a tornou uma “tapeçaria musical” assustadoramente barroca e instantaneamente reconhecível, mesmo se você nunca a ouviu antes. O jornal considera que a banda criou sua própria Stairway to Heaven (Led Zeppelin), mas melhor!

2 – DRAW THE LINE

“Na época em que o Aerosmith chegou para começar a gravar o álbum Draw the Line em 1977, pode-se dizer que tinham entrado no que mais tarde eles chamariam de seu “Wonder Years”, por conta do fato de que eles se perguntavam como todos aqueles anos haviam se passado.”

Segundo relatos as gravações ocorreram no estúdio chamado “The Centangle” e conforme a banda fazia muito dinheiro tiveram que ser acompanhados por dois guarda-costas cada, um monte de carros e motocicletas além de muitas armas. Será que nessa época surgiu a paixão de Joe por armas e Steven por facas?

Draw The Line custou meio milhão de dólares na época, hoje chegaria a $ 2.032.001,71 com a inflação anual americana de 3.66% (Fonte: DollarTimes), demorou apenas seis meses para ser produzido e bombou, literalmente.

“Você conhece o White Album (The Beatles)? Draw the Line é o nosso álbum apagão” [Referência às cores Branco e preto – Blackout] Steven Tyler

Dá para entender o que dizia Steven, pois no período em questão houve diversos acidentes de carro, lutas, danos, exaustão em tudo e o fato de terem adquirido o apelido de “Toxic twins” nesta época, creio que vocês sabem o porquê.

3 – CHIQUITA

Aqui está a surpresa, não pelo fato da qualidade ou da história e sim porque não é uma música lembrada costumeiramente nem pelos fãs quanto mais pela imprensa especializada.

“Em 1979, Joe Perry tinha se cansado da vida no Aerosmith e decidiu sair com objetivo de prosseguir em um projeto solo. Uma da poucas músicas que deixou gravada para o sexto álbum do Aerosmith, Night in the Ruts, foi Chiquita. Uma barulhenta e adrenalizante faixa, completa musicalmente.
É certamente uma das musicas menos conhecidas da banda, mas merece seu lugar ao sol por sua energia, (…) um tesouro enterrado do Aerosmith. Sobre Night in the Ruts, Tyler diz “Heroína, shots de cocaina, comer ópio… Eu amo aquele álbum, pois é como um f**** eclipse solar”.

4 – BOLIVIAN RAGAMUFFIN

Outra e a última surpresa desta lista, mais ainda por pertencer a um álbum que não tinha Joe Perry, conforme lembra a revista. Nesse período o vicio coletivo do Aerosmith estava ficando fora de controle e tornando-se absurdamente caro. “Eu cheirei meu avião, eu cheirei meu Porsche, eu cheirei minha casa, tudo, adeus”, Tyler disse no final.

5 – WALK THIS WAY

Já se sabia que seria necessária e extremamente importante a volta de Joe ao Aerosmith, algo que ocorreu com o Done With Mirrors. A volta triunfal – aqui o RYW faz referência ao jogo Guitar Hero Aerosmith – foi quando o produtor Rick Rubin convidou a banda para participar de uma musica do estilo Rap, som que estava em alta na época. O produtor era fã dos Bad Boys e já imaginava Walk This Way mixada da forma que foi quando a ouviu pela primeira vez, durante Toys In The Attic. Foi gravado junto do Run-DMC.

6 – DUDE (LOOKS LIKE A LADY)

Apesar do fracasso de venda de Done With Mirrors, que havia vendido apenas 400 mil cópias até o lançamento da versão ‘mix’ de Walk This Way, o vídeo da parceria com o Run-DMC rendeu uma exposição nunca antes tida pela banda, que começara a ser conhecida mundialmente através da MTV. Após muitos causos, o Aerosmith assinava com a Geffen Records, o que daria um novo ar à banda, primeiramente porque a sobriedade já reinava nos campos aerosmithianos, e, também, a abertura da banda para compositores renomados gerou vários sucessos, incluindo Dude (Looks Like a Lady).

“Chega a ser autoexplicativa, meio politicamente incorreta, com uma narrativa atrevida, que continuou a mesma linhagem de Lola, do The Kinks. De acordo com Nikki Sixx e o co-escritor Desmond Child, trata-se do momento em que Steven conheceu o vocalista do Mötley Crüe, Vince Neil, e assumiu que pensou que o mesmo fosse uma mulher.”

7 – JANIE’S GOT A GUN

Caso o Aerosmith tenha se apresentado como o “palhaço da turma” ao seu então novo público na Europa, Janie’s Got a Gun provou que poderiam tocar em um tema sensível e manipulá-lo com calma. A música se inicia com um riff de baixo de Tom Hamilton, sob o qual Tyler adicionou a melodia. Acabou se tornando uma das musicas mais pedidas da história da MTV

“Steven tocou em um assunto que a maioria das pessoas tinham medo de lidar e até mesmo desconhecem – o abuso dos pais e da violência contra as crianças”
Joey Kramer

“A canção é sobre uma menina que foi estuprada e agredida por seu pai. É sobre incesto, algo que acontece com um monte de crianças que nem sequer entendem sobre isso. É uma canção sobre o abuso na América”
Steven Tyler

Hoje temos a Janie’s Fund para ajudar as vitimas desse ato criminoso, leia mais aqui no Rock Your Wings.

8 – WHAT IT TAKES

Parte dos fãs hoje reclamam do rumo country de Steven em sua carreira solo. Muitos não sabem, mas What It Takes começou sendo uma música country. Desmond Child foi o responsável por reorganizar a música e dar a tonalidade que conhecemos hoje, segundo John Kalodner, outro grande e importante colaborador da banda.

“Metade de mim a amava, a outra metade de mim estava sussurrando: ‘Seu covarde filho da p****. Não lance essa porcaria!'”
Steven Tyler

Fez bem em lançar, visto ter atingido a nona posição na Billboard Hot 100, além de ser uma das musicas mais agradáveis aos fãs da banda, mesmo aqueles mais “hards”.

É algo a se pensar, e, depois de algumas bebidas, você pode apenas estar gritando junto e se perguntando como Tyler consegue atingir aquelas notas absurdamente vertiginosas mesmo sem nenhum esforço.

9 – LIVIN’ ON THE EDGE

Eis uma história engraçada narrada pelo jornal inglês, não dizendo que o Aerosmith se tornou hipócrita nem nada, mas depois que ficaram sóbrios, presentearam a banda de apoio da turnê, Guns N’ Roses, com uma camisa que tinha uma lista de todas as clínicas de reabilitação que tinham visitado impressa nas costas.

Livin’ On The Edge tornou-se uma música multimilionária, fazendo do álbum Get a Grip o mais lucrativo da carreira do grupo. Foi inspirada nos conflitos que ocorreram em Los Angeles.

“If you can judge a wise man by the colour of his skin, then mister you’re a better man than I”

10 – CRYIN’

Cryin’ é a música que mais “quebrou” a MTV. Inclusive, rendeu centenas de prêmios à banda em seus eventos e, também, de outros canais e meios, tocada até hoje por lá. Escrita pelo doutor em música Taylor Rhodes, introduziu Alicia Silverstone no famoso videoclipe.
É impressionante pensar que, no auge do grunge, Aerosmith estava voando contra a moda, garantindo a onipresença do rock em músicas suaves e emocionais como Cryin’. Depois de algumas mudanças no seu estilo musical, Aerosmith iria vender mais de 20 milhões de cópias com Get a Grip, tornando-a a mais poderosa banda de rock dos Estados Unidos.

Caso queira ouvir:

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Marcos Brazão
Acadêmico de Direito; Guitarrista nas horas vagas; Amante de tecnologia, futebol, Direito e Aerosmith, lógico! Twitter/Instagram/Facebook: mabsf
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