Let the Fans Do the Talking #1 – As várias primeiras vezes

Durante os últimos 46 anos, por onde o Aerosmith passa, leva uma nova legião de fãs consigo. A maior banda da história da América tem muitas histórias loucas para contar, seja na biografia oficial da banda, a Walk This Way, ou nos livros de seus membros – o Hit Hard, de Joey Kramer, o Does the Noise in My Head Bothers You?, de Steven Tyler, e o Rocks, de Joe Perry. No entanto, todo fã também tem algo a dizer. Uma história maluca de devoção à banda, como conheceu o som do grupo ou experiências de shows inesquecíveis. E é para dar espaço a estes fãs que o Rock Your Wings abre, agora, o novo quadro Let the Fans Do the Talking!
Aqui iremos trazer histórias de fãs que amam os Bad Boys from Boston tanto quanto nós, a começar por Elder Algarve, de 28 anos. Assistente administrativo de Rio Claro, SP, que nos contou sobre como passou sua infância obcecado pelo Aerosmith, coisa que não mudou até os dias de hoje. Dá só uma olhada:

Elder AlgarveO Aerosmith foi a primeira banda/artista  que comecei a gostar na minha vida. Digo, gostar mesmo, de realmente conhecer a discografia, a história, ir atrás das raridades, etc. e não apenas dos hits. Isso lá no longínquo ano de 2001. Na época eu ainda não tinha acesso a computador e internet, nem dinheiro pra comprar os CDs, então o único jeito era pelas rádios mesmo. Nossa! Eu queria ter preservado a fita com as músicas que eu gravava das rádios, quase todas faltando alguns minutos do começo, que era o tempo que eu levava pra perceber que a música tocando era do Aero e correr pra apertar o REC. Só depois vieram os CDs. O primeiro foi a coletânea O, Yeah!, comprado com um dinheirinho que eu havia ganhado com um emprego de férias da escola. Sério, eu ouvia pelo menos um dos discos da coletânea praticamente TODO SANTO DIA. Depois disso, todo trocado que ganhava era guardado para comprar os outros álbuns. O legal é que eu tinha um grande amigo que também curtia muito a banda, então dividíamos essa tarefa: eu tinha o Nine Lives, o Pump e o Draw the Line. Ele tinha os três primeiros, o Permanent Vacation, e o Young Lust. E íamos nos emprestando os discos e trocando impressões.
Além de ser a primeira banda da qual me tornei fã, o Aerosmith também fez parte de outros “primeiros momentos” na minha vida. O show de 2007 no Morumbi, por exemplo, foi o primeiro show de rock ao qual eu fui, a primeira vez que fui a São Paulo por conta própria e andei de metrô e busão lotado, a primeira vez que eu enfrentei a maratona que é ir a um show de rock em um estádio e ficar horas em pé e sem ir ao banheiro e ainda dormir na rua depois da apresentação. Ah, e tudo isso com o primeiro salário do primeiro emprego fixo que eu arrumei bem a tempo de comprar os ingressos pro show. Mas o “primeiro” mais marcante foi a primeira vez em que eu os vi com meus próprios olhos, em cima do palco. Precisou alguns minutos de Love in a Elevator pra realmente me cair a ficha de que eles estavam ali de verdade e que, sim, eles realmente existiam no mesmo mundo que eu e que, sim, o Steven entrega ao vivo tudo o que ele canta no estúdio e que, sim, Joe Perry é estiloso daquele jeito mesmo, não apenas nos clipes.
Enfim, não tenho grandes loucuras para relatar nesses quase 15 anos em que acompanho o Aerosmith, mas posso dizer que essa tem sido uma ótima aventura, e que se algum dia eu encontrasse os caras pessoalmente, só poderia agradecer por eles terem sido tanto a trilha sonora quanto a razão de momentos tão importantes da minha vida. Quem sabe em outubro eu tenha essa oportunidade.

– Elder Algarve

Obrigado, Elder, pela participação! E você? Tem alguma história maluca relacionada ao Aerosmith? Conte para nós nos comentários. Até o próximo Let the Fans Do the Talking!

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Igor Lino
Jornalista, já trabalhou na revista Exame PME, da Editora Abril, e atualmente está no Google. Apaixonado por música, livros e filmes.
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