Let the Fans Do the Talking #2 – Os melhores shows, as melhores lembranças

O segundo Let the Fans Do the Talking traz mais um fã brasileiro que correu atrás dos Bad Boys from Boston desde que os conheceu, ainda na adolescência. Em 2007, estava entre as 62 mil pessoas que viram o Aerosmith no Morumbi. Em 2010, no Palestra Itália. Em 2011, na Arena Anhembi. Em 2013, no BioParque. E faz questão de dizer que estará presente nos shows da maior banda da história da América neste ano.
Bruno Tortola, de 29 anos, é analista financeiro de São Bernardo do Campo e garante que as lembranças criadas em todos esses eventos são as melhores que um fã pode ter. Veja a seguir a história de Bruno:

Penúltima/última semana de Big_Ones_You_Can_Look_Atabril de 1996… Um moleque de 9 anos de idade, que nunca havia tido contato com o Rock’n’Roll, chega da escola e se depara com sua irmã assistindo o VHS Big Ones – You Can Look At. Estava passando o making off de Livin’ on the Edge. Toda aquela loucura, toda aquela psicodelia, obviamente me atraíram. Então o clipe veio como uma porrada na boca do estômago. A música em ritmo de marcha, crescente, tirando o fôlego. Joe Perry tocando sua guitarra com cara de “eu sou o cara mais foda do mundo”, mostrando toda sua “fodalidade”, tocando na linha do trem, cool, saindo no último milésimo de segundo, me fazendo prender a respiração. Foi o meu primeiro contato, o que me fez me apaixonar, correr atrás de tudo sobre esse bando de loucos, me fez virar fã.
A música deles me acompanha por exatos 20 anos! VINTE! Nos melhores e nos piores momentos, é a trilha sonora da minha vida. Não é só mais uma banda, é A BANDA que me apresentou novos amigos, que me fez chorar, que me fez sorrir, que me fez conhecer novos lugares viajando atrás desses 5 velhos gagás, que me fez aprender a falar inglês, que me acorda todos os dias, me acompanha até o trabalho, depois até a faculdade, me traz de volta pra casa. Foi uma religião, uma doença, quando eu era adolescente foi paixão, foi amor, hoje é “só” parte de mim, do que sou, de como sou.
Sua música me diz para sonhar até que meus sonhos se tornem realidade, para eu não julgar um livro pela capa, nem um homem pela cor da sua pele, que se apaixonar é foda e machuca os joelhos, que até uma rocha se parte se você bater noite e dia, que a vida é uma jornada sem um destino certo… Mas mais que isso, me diz que sempre que eu me sentir sozinho, basta apertar o play.
Já foram seis shows, mas a expectativa é igual ao do primeiro, em todos. E na hora que as luzes apagam a emoção me pega sempre como se eu nunca tivesse sentido e vivido isso antes. Participar do espetáculo que é um show do Aerosmith é sempre uma descarga de adrenalina cheia de emoção e felicidade. É sempre surpreendente é nos faz entender o porque amamos tanto essa banda.
Todos os shows são marcantes, mas tem momentos especiais que nunca sairão da minha cabeça. Seasons of Wither acústica com Steven e Joe se abraçando no final e Joe espancando a guitarra com sua camisa e depois se jogando na bateria em Draw the Line, em 2007, a abertura com a cortina caindo e a surpresa de Kings and Queens no set em 2010, Steven pegando minha boneca inflável (Sukie Jones) depois de Rag Doll em 2011, o bis depois do bis com Movin’ Out em Curitiba, o riff de Chip Away abortado pelo Steven em Brasília, a abertura com Saddle no Monsters, entre tantos outros. Às vezes me lembro e parece que foi um sonho, mas o melhor de tudo é saber que foi real. O que esperar para 2016? A certeza é uma só: será incrível de novo!

– Bruno Tortola

Obrigado, Bruno, pela participação! E você? Tem alguma história maluca relacionada ao Aerosmith para contar? Envie um e-mail para contato@rockyourwings.com.br e informe sua vontade de participar do quadro! Até o próximo Let the Fans Do the Talking!

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Igor Lino
Jornalista, já trabalhou na revista Exame PME, da Editora Abril, e atualmente está no Google. Apaixonado por música, livros e filmes.
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