Top 10 riffs de Joe Perry pelo Ultimate Classic Rock

Em uma entrevista ao programa 60 Minutes em 2011, Tom Hamilton deixou bem claro: “Joe Perry é a definição da palavra cool, ele é o rockstar da banda.” Sabendo disso, e também comemorando a vitória do guitarrista sobre o mal estar que ele teve durante um show do Hollywood Vampires no mês passado, o Rock Your Wings trouxe a vocês a lista dos 10 melhores riffs que Joe já compôs para o Aerosmith. O top 10 original é do site Ultimate Classic Rock* e você pode conferi-lo em inglês clicando aqui.

 

10. Toys in the Attic (Toys in the Attic, 1975)

A faixa-título do clássico do Aerosmith de 1975 é mais rápida e mais forte do que quase qualquer outra coisa no extenso repertório da banda. Na verdade, há meio que uma sensação punk dentro da música, algo bem diferente do hard rock pelo qual o Aerosmith começava a se apresentar. Até mesmo os solos de Joe Perry parecem mais bravos do que nunca – e durante toda a canção existe um riff daqueles.

 

09. Lord of Thighs (Get Your Wings, 1974)

O riff nervoso e irregular de Lord of the Thighs lembra muito a versão desconstruída de (I Can’t Get No) Satisfaction, de Devo. Isso faz sentindo, especialmente se considerarmos a influência de Keith Richards em Joe Perry. Mas essas facadas cortantes da guitarra tornam-se um riff que cai perfeitamente no segundo álbum do Aerosmith. É um riff bem básico, na realidade, mas Perry tira o máximo dele – tornando-o um dos destaques do Get Your Wings.

 

08. Draw the Line (Draw the Line, 1977)

O último álbum decente do Aerosmith antes do declínio da banda no final dos anos 70/começo dos anos 80 sofre com a bagunça pessoal e o bloqueio criativo que eventualmente separou a banda. Mas aprofunde-se um pouco e você irá encontrar algumas joias, como a faixa-título – um monstro cheio de riffs que fica no topo da lista das melhores músicas produzidas naquele tempo. E preste atenção nos vocais de Steven Tyler nos últimos versos; ele nunca pareceu tão solto. Uma pena que era o sinal do fim da estrada, pelo menos para aquele momento.

 

07. Mama Kin (Aerosmith, 1973)

O Aerosmith ainda estava lutando para aparecer no mundo do hard rock quando lançaram o seu primeiro álbum de estúdio, em 1973. Foram necessários mais dois anos e meio e um re-lançamento para que o seu melhor e maior hit, Dream On, chegasse ao top 10. Sendo assim, a maioria dos riffs de Perry neste álbum são emprestados ou entediantes. No entanto, Mama Kin é como um trem que não para. A música é um pouco provocadora, não sabendo se toma ou não o próximo passo, e o ritmo, que começa e depois para, meio que quebra a onda. Contudo, Perry entra com confiança, preenchendo lugares vazios como se sua existência dependesse disso. E talvez dependesse. A confiança do Aerosmith floresceu no álbum seguinte.

 

06. Dream On (Aerosmith, 1973)

O riff em Dream On não é tão evidente quanto os outros que estão presentes nesta lista, mas está lá. E como o hit que lançou o Aerosmith nas paradas musicais, marca um momento importante na carreira da banda. Na verdade, a música provou que há muito mais do que apenas riffs de hard rock na alma do grupo, dando início ao sucesso de suas baladas que os ajudaram a vender toneladas de discos durante seu segundo ato, nos anos 80 e 90. Mesmo assim, preste atenção na guitarra de Joe Perry, cujos acordes delicados levam a música ao seu clímax explosivo no minuto final.

 

05. Same Old Song and Dance (Get Your Wings, 1974)

Esse riff nem tenta se esconder sob tudo o que está ao seu redor. Desde a nota inicial da guitarra que continua lá durante toda a Same Old Song and Dance, simplesmente não há porquê esconder a intenção de Perry (ou de sua guitarra, no caso): dominação total da melhor música do segundo álbum do Aerosmith. O riff soa antigo e familiar como o título da canção, mas Perry consegue injetar uma energia jovem em uma música que basicamente se apoia em guitarras.

 

04. Back in the Saddle (Rocks, 1976)

Com o começo de batidas da bateria, baixo e guitarras, fica obvio que algo mágico está vindo. A guitarra de Joe chega sem pedir licença e, com isso, você mal vai perceber os efeitos sonoros (relincho de cavalos, vidros quebrando, cordas sendo giradas no ar) que dão um ar cinematográfico a Back in the Saddle. Não importa. O riff de Perry aqui é delicado, descontrolado e um ar que engradeceu muitos dos hits dos anos 70 do Aerosmith.

 

03. Last Child (Rocks, 1976)

Você pode sentir algo borbulhar na superfície durante os primeiros 20 segundos de Last Child, quando Steven Tyler parece estar se preparando para começar outra balada épica como Dream On. Mas então o riff de Perry entra em ação e a música torna-se um dos clássicos definitivos do Aerosmith. A guitarra entra e sai dos holofotes, dando espaço para os vocais e, ocasionalmente, dividindo o centro das atenções com eles. Isso tudo é a base de uma das músicas mais cheias de blues e riffs da história do grupo.

 

02. Sweet Emotion (Toys in the Attic, 1975)

É claro que a talk-box é a primeira coisa que atrai a nossa atenção em Sweet Emotion, mas a música também funciona perfeitamente sem ela. Preste atenção em como a guitarra de Perry quase rouba os versos de Steven Tyler durante toda a canção. Mas, uma vez que a ponte sem refrão chega, Joe praticamente toma conta de uma das melhores músicas da banda, levando-a para o solo e para o fade out.

 

01. Walk This Way (Toys in the Attic, 1975)

O maior riff da história de Joe Perry é um dos maiores riffs da história do rock. Não é uma surpresa que os rappers do Run-D.M.C. não só quiseram a música para si 11 anos depois, mas também insistiram em ter Perry e Tyler em seu cover (salvando a carreira em decadência do Aerosmith). Tudo o que fez o riff ser um sucesso nos anos 70 – a sujeira crua que se ajusta perfeitamente a todos os membros da banda, especialmente Steven – está dentro de um pacote com uma guitarra que tem muito a mostrar.

 
E para você? Qual é o melhor riff de Mr. Joe Fucking Perry? Deixe sua opinião nos comentários e também nos diga qual dessas músicas você gostaria de ouvir aqui no Brasil em outubro, quando os Bad Boys from Boston farão shows em Porto Alegre, São Paulo e Recife. Não se esqueça de ouvir toda essa seleção em nossa playlist oficial no Spotify, abaixo. Até a próxima!

*Este artigo é uma tradução de seu original. Todas as ideias, comentários e opiniões aqui descritas são de autoria de Michael Gallucci e do site Ultimate Classic Rock.

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Igor Lino
Jornalista, já foi estagiário da revista Exame PME, na Editora Abril, e atualmente é colaborador do site Salada de Cinema. Apaixonado por WWE e, claro, Aerosmith.
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