Que músicas o Aerosmith tocará no Brasil?

O Aerosmith finalmente voltará à estrada amanhã, 17 de setembro, quando subirão ao palco do Kaaboo Festival, na Califórnia. Quase duas semanas depois, eles começam a descer pela América do Sul, chegando à Colômbia, Chile, Argentina, Brasil, Bolívia, Peru e, por fim, México. Que os Bad Boys from Boston farão três shows em nosso país não é mais novidade. No entanto, uma questão que está cada vez mais presente nos comentários de nossa página oficial e nos fóruns de discussão sobre a banda é o setlist.
Já faz um bom tempo desde que Steven, Joe, Joey, Tom e Brad se reuniram no palco pela última vez. Um ano, para ser mais preciso. O último show do Aerosmith foi em Moscou, na Rússia, em uma apresentação grátis ao público de 100 mil pessoas que compareceu à praça Lubyanskaya, no dia 6 de setembro de 2015. Desde então, os membros não se encontraram para discutir músicas que poderiam tocar na Rock N’ Roll Rumble, turnê na qual embarcam amanhã. Eles tiveram, ontem, um dia de preparação e ensaio, mas será que foi o suficiente para tirar surpresas do fundo do baú, como o que todo fã quer?

Já chegamos a abordar aqui no Rock Your Wings quais são as músicas que mais obviamente estarão no setlist do grupo durante os shows em terra tupiniquins (clique aqui para ver), mas o que a Blue Army realmente deseja são as raridades que insistem em aparecer apenas no Japão e em shows pela Europa. Shows como o do dia 11 de agosto de 2013, que teve Let the Music Do the Talking (Done With Mirrors, 1985), Kings and Queens (Draw the Line, 1977), Beyond Beautiful (Just Push Play, 2001), Full Circle (Nine Lives, 1997) e F.I.N.E. (Pump, 1989) em sequência, são o sonho de qualquer fã de verdade do Aerosmith. Não é à toa que 4 dessas 5 canções estão no nosso aclamado artigo que lista 10 músicas que eles deveriam tocar no Brasil (leia clicando aqui).
Mas então, o que esperar dos shows da América do Sul? Bem, o Aerosmith é uma caixinha de surpresas. Eles podem vir com o previsível ou, muitas vezes, podem soltar a imaginação e jogar no setlist músicas que nunca antes imaginávamos que ouviríamos ao vivo. Poderemos nos basear no que eles tocarão nos shows anteriores aos de Porto Alegre, São Paulo e Recife, especialmente nos do Chile e Argentina, mas é sempre bom ficar preparado para mais. Afinal de contas, em 2013, eles retribuíram todo o carinho brasileiro com um bis a mais em quase todos os shows daqui.
A esta altura do campeonato, é muito provável que eles toquem Crazy (Get a Grip, 1993), What It Takes e Janie’s Got a Gun (Pump, 1989) em algum ou alguns dos 3 shows em nosso país. Mas será que um dia iremos ouvir os clássicos esquecidos que só aparecem uma vez a cada 20 anos nos setlists (como Full Circle, por exemplo)? Só o tempo nos dirá. Aliás, não é bom apoiar-se nos ensaios da banda, de qualquer maneira. Se tem algo que a Blue Army Tour provou, é que eles gostam de ensaiar raridades, mas não tocá-las ao vivo. Foi o que aconteceu em 2015 (confira aqui) com Get the Lead Out, Lick and a Promise (Rocks, 1976), Adam’s Apple (Toys in the Attic, 1975), Fever (Get a Grip, 1993) e Hangman Jury (Permanent Vacation, 1987). Por outro lado, nessa mesma turnê, eles tiraram algumas cartas raras da manga, como The Other Side (Pump, 1989), One Way Street (Aerosmith, 1973) e Seasons of Wither (Get Your Wings, 1974).

No vídeo acima, vemos Joe Perry ensaiando Same Old Song and Dance (Get Your Wings, 1974). Não é exatamente uma raridade, mas já é um começo. Apesar de toda a especulação ao redor do que eles irão tocar nos dias 11, 15 e 21 de outubro de 2016, uma coisa é certa: eles não irão decepcionar. Eles nunca decepcionam. É por isso que eles são reconhecidos como uma das maiores bandas que já pisaram na Terra. O Aerosmith tem uma das melhores apresentações ao vivo da atualidade, tudo isso sem precisar de pirotecnia ou efeitos sem sentido. Então se preparem porque os Bad Boys from Boston estão chegando para derrubar o Beira-Rio, o Allianz Parque e o Classic Hall no mês que vem!

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Igor Lino
Jornalista, já trabalhou na revista Exame PME, da Editora Abril, e atualmente está no Google. Apaixonado por música, livros e filmes.
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