10 coisas que a Rock N’ Roll Rumble Tour nos provou

Sem dúvida alguma, a Rock N’ Roll Rumble Tour de 2016 deixou a América Latina em chamas! O Aerosmith, como sempre, detonou em todas as cidades em que tocou – passando pelas capitais brasileiras de São Paulo, Porto Alegre e Recife. Com as milhares de pessoas que os assistiram ainda com aquela famosa depressão pós-show, decidimos relembrar os melhores momentos dessa turnê fantástica em um top 10 que vai destacar as surpresas, o amor e a importância dessa última passagem dos Bad Boys from Boston por aqui. São todos os fatos que Rock N’ Roll Rumble nos provou! Se liga:

 

10. O Aerosmith é uma das maiores bandas da história

Se algum louco ainda tinha dúvidas de que o quinteto de Boston merece muito ser chamado de maior banda da história da América, a turnê provou que essa afirmação é mais do que verdadeira. A Rock N’ Roll Rumble Tour só serviu para firmar ainda mais que o Aerosmith é sim um dos gigantes da música, ao lado dos poucos que dividem o pódio com eles. E é por essas e outras que, toda vez que Steven, Joe, Tom, Brad e Joey pisam em sua cidade/país, você precisa se esforçar ao máximo para conseguir vê-los.

 

9. Eles dão o que falar

Para o bem ou para o mal. Em anos distantes, muito se falava sobre as brigas internas e abuso de drogas dos membros da banda. Hoje em dia, é de aceitação geral – dos fãs e da mídia – que eles quebram tudo (no bom sentido) por onde passam. De alguma forma, a voz de Steven Tyler, com incríveis 68 anos de idade, está melhor do que 3 anos atrás, última vez em que passaram pelo Brasil. Joe solta solos cada dia mais incríveis, com toda a sua atitude e irreverência. Brad Whitford parece aprender técnicas novas a cada show, mostrando o porquê de ser um dos melhores guitarristas do mundo. Tom, de volta ao Brasil pela primeira vez desde 2011, provou que ele domina a arte de carregar um show com suas linhas de baixo. E Joey, é claro, batendo cada vez mais forte em sua bateria personalizada.

 

8. Não só a banda, mas também a equipe: são todos atenciosos

Quem acompanhou todos os passos dos Bad Boys from Boston aqui pelo Brasil conseguiu comprovar a generosidade de todos os membros do Aerosmith. Eles deram atenção aos fãs que ficaram em frente aos hotéis em TODAS as cidades da turnê, não só as brasileiras. Mas que eles tiram foto com a Blue Army não é novidade. Na verdade, o carisma dos cinco é uma das coisas que os fazem ser o que são. O que, de fato, surpreendeu, foi a equipe que os acompanhou. Aaron Perry, que cuida das redes sociais da banda, por exemplo, conversou com todos, tirou fotos para Instagram e Facebook e, é claro, cobriu todos os eventos interagindo com a gente. Aimee, outro amor de pessoa, ajudou os fãs no que pôde, inclusive gravando vídeos como o do fã Thales Pastro, acima.

 

7. Full Circle ainda é a raridade mais pedida

resultado

Todo fã do Aerosmith tem uma música especial em seu coração. Na grande maioria das vezes, essa canção não é a mesma de pessoa para pessoa. E como não poderia ser assim? Com 46 anos de carreira, esse grupo tem mais títulos em seu repertório do que conseguimos contar. Contudo, existe um som que é unanimidade na lista de toda a Blue Army: Full Circle (Nine Lives, 1997). É a música que ganhou a nossa enquete (como pode ser visto acima) e que foi gritada a Steven Tyler quando ele perguntou à plateia do Allianz Parque o que queriam ouvir. Em meio a cartazes de Hole in My Soul (Nine Lives, 1997), What It Takes (Pump, 1989) e até mesmo Nobody’s Fault (Rocks, 1976), essa foi a constante.

 

6. A Blue Army cresce a cada dia

Que a legião de fãs das cinco estrelas de Boston é grande, nós já sabemos. Como exemplo, podemos citar o show no Morumbi, em São Paulo, com mais de 62 mil pessoas presentes, durante a turnê mundial de 2007. Não podemos esquecer, também, que todas as apresentações da época de ouro (os anos 70), não tinham menos que 80 mil indivíduos marcando presença. E, só para ter uma ideia, o terceiro exemplo vem de 1994: cerca de 120 mil fãs juntaram-se para assistir uma das performances da Get a Grip Tour, em Woodstock. Pois bem, além de tocar para estádios lotados por toda a América Latina, pudemos perceber que o número de componentes da Blue Army cresce cada vez mais: o número de gente na frente dos hotéis mais do que duplicou, mais jovens estão ouvindo a banda e, é claro, um número ainda maior da nova geração poderá conhecer o maravilhoso som do Aerosmith nos anos por vir – com o Rock in Rio, por exemplo.

 

5. Eles sempre irão deixar as diferenças de lado pelo bem da banda

Como citado anteriormente, as brigas e as desavenças dentro do Aerosmith são constantes. Mesmo estando juntos por quase 50 anos, eles continuam discordando um do outro e discutindo. É o que vimos em 2015 e 2016. Steven, com seu álbum solo, gerou desconfiança por parte de alguns membros da banda, que sentiram-se abandonados. Em uma época, até surgiu a conversa louca de que ele poderia ser substituído. Kramer, visivelmente frustrado, reclamou diversas vezes no Twitter, mas, nesse meio tempo, deu um guinada em sua marca de café, a Rockin’ & Roastin’. Perry preferiu continuar criando – com seu próximo álbum solo – e tocando – com o Hollywood Vampires. Whitford voltou a aventurar-se com Derek St. Holmes no projeto Whitford/St. Holmes e Hamilton foi convidado para tocar com o Thin Lizzy. O clima era de expectativa para quando eles se reunissem. Quando isso finalmente aconteceu, uma coisa era mais do que clara: o profissionalismo existe e, quando eles sobem ao palco, a única coisa com a qual estão preocupados é entreter o público, dar a ele o seu melhor. Isso acalmou os ânimos que se intensificaram quando Steven saiu anunciando por aí que o Aerosmith está planejando uma turnê de despedida. E por falar nisso…

 

4. Apesar dos rumores de uma turnê de despedida, parece que eles ainda vão longe

No ano passado, Steven Tyler, em uma coletiva de imprensa, anunciou que a banda estava com planos para uma turnê de despedida em 2017. Foi uma loucura total. Joey e Joe desmentem a situação. Tom e Brad dizem que é isso mesmo o que irá acontecer. Indo nessa onda, as produtoras sul-americanas já entraram no bonde e anunciaram que a Rock N’ Roll Rumble Tour seria a última oportunidade de ver os Bad Boys from Boston nas cidades por onde eles estariam passando. Seja isso verdade ou não, essa ainda não foi a tão falada turnê de despedida. Na verdade, o vocalista deu várias entrevistas dizendo que a tal da Farewell Tour pode durar “para sempre” – o que dá a ideia de que eles não vão parar. E por que parar? Como um bom vinho, eles ficam cada vez melhores com a idade! E por falar em 2017…

 

3. O Aerosmith volta em 2017

A turnê nem tinha chegado ao Brasil quando ficamos sabendo de que, sim, o Aerosmith volta ao nosso país no ano que vem! E dessa vez, eles tocarão no tão merecido Palco Mundo do maior festival de música do planeta: o Rock in Rio. O espetáculo que já invadiu Lisboa e Las Vegas fica ainda maior: a próxima edição será realizada no Parque Olímpico, que tem o dobro de tamanho da antiga Cidade do Rock. E quem melhor para inaugurar essa novidade do que os Bad Boys from Boston?! Como atração principal do dia 21 de setembro, eles fecharão o dia que será dedicado, é claro, ao rock n’ roll! É mais uma oportunidade para aqueles que perderam a chance de vê-los neste ano. Além disso, já surgiram rumores de que mais datas estão sendo negociadas para o Brasil. E por falar em Brasil…

 

2. Os Bad Boys from Boston amam mesmo o Brasil

Antes do grupo chegar aqui, os shows do Aerosmith estavam “mornos” e, mesmo com um setlist “café com leite”, faziam o que fazem de melhor da forma mais perfeita possível. Quando eles subiram ao palco em Porto Alegre, além de colocarem raridades extremamente empolgantes, como Monkey on My Back (Pump, 1989) e Kings and Queens (Draw the Line, 1977) na performance, Tyler mostrou uma animação ainda mais evidente. A maior surpresa veio, é claro, com Chip Away the Stone (Gems, 1988), em São Paulo e Recife. E mais: por aqui, Perry visitou monumentos importantes dessas cidades – que, inclusive, passaram no telão durante Stop Messin’ Around (Honkin’ on Bobo, 2004), e todos os membros, sem exceção, atenderam os fãs que enfrentaram sol e chuva para conhecê-los, seja na fila do show ou na frente do hotel. E precisamos falar sobre o ensaio fotográfico que eles resolveram fazer no histórico Hospital Matarazzo?

 

1. Eles fazem, de fato, o melhor show do mundo

É incrível que, mesmo 46 anos depois de formada, a banda não mostra sinais fraqueza. Pulando, rodando e cantando durante duas horas em cada show brasileiro, Steven Tyler animou as plateias, interagiu com os fãs – os que estavam na grade e os que ficaram nos lugares mais distantes – e atendeu a pedidos do público. Perry, na maior atitude Bad Boy, encantou a todos quando tocou guitarra nas costas. Joey detonou na bateria, Brad mostrou o porquê de ser um dos melhores guitarristas do mundo e Tom reforçou o peso que seu nome tem na música. Tecnicamente, Dream On (Aerosmith, 1973), no piano, continua impecável, e a chuva de fumaça e papel picado ao final de Sweet Emotion (Toys in the Attic, 1975) é contagiante. Os detalhes também fazem a diferença: grande parte desses papeis tinha o formato do logo do Aerosmith, Tyer cantou com fãs deficientes e o jogo de luzes continua simplesmente animal – especialmente em canções como Monkey on My Back e Pink (Nine Lives, 1997). Sem efeitos especiais mirabolantes ou fogos de artifício desnecessários, os Bad Boys from Boston continuam fazendo o melhor show do mundo: ao vivo, experiente, explosivo e envolvente.

 

É isso aí pessoal! Se você não garantiu  o seu Rock in Rio Card, se prepare para as vendas dos ingressos oficiais! Não perca a oportunidade de (talvez) dar adeus a esses gigantes do rock e da música. E para você? A Rock N’ Roll Rumble Tour te provou algo que você quer compartilhar? Conta pra gente nos comentários! Até a próxima!

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Igor Lino
Jornalista, já trabalhou na revista Exame PME, da Editora Abril, e atualmente está no Google. Apaixonado por música, livros e filmes.
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