Os 10 melhores shows do Aerosmith no Brasil

Quando se compra um ingresso para ir a um show do Aerosmith, você tem apenas uma certeza: a de que eles darão o melhor de si quando subirem ao palco. Não importa o lugar, não importa o momento, eles deixam toda a sua capacidade e experiência naquela apresentação única. No entanto, sabemos que os shows dos Bad Boys from Boston no Brasil têm uma dose de energia particular: ao chegarem em terras tupiniquins, o quinteto traz ainda mais surpresas, novidades e dedicação para nós, que somos os melhores fãs do mundo – independente do fandom ou artista preferido.
Por aqui, Steven, Joe, Tom, Brad e Joey já realizaram 13 performances – o sétimo país com mais shows da banda na história. Cada uma mais icônica que a outra. Com mais 4 apresentações históricas chegando em setembro, separamos a lista com as 10 melhores para você entender toda a aura e sensação que é estar em um show do Aerosmith. Dá só uma olhada:

10 – São Paulo, 2013

Arena Anhembi (Monsters of Rock)

Dos 13 shows que a banda já realizou no Brasil, 6 deles foram em São Paulo. Não é de se admirar, portanto, que diversas apresentações em SP apareçam nessa lista, como esta, no primeiro festival do Aerosmith no Brasil desde o falecido Hollywood Rock de 1994. Essa apresentação ficou marcada por trazer a banda à frente como a atração principal de duas noites que misturou muitas gerações de fãs de rock. Se o sábado do Monsters of Rock focou em bandas “mais novas” e mais pesadas (como Slipknot, Korn e Limp Bizkit), o domingo foi voltado aos clássicos que não saem de moda (Ratt, Whitesnake e Aerosmith). Mas se você esperava que a plateia da segunda noite fosse composta de pessoas mais velhas, se enganou: a Arena Anhembi estava lotada de jovens e adolescentes que vestiam camisetas dos Bad Boys from Boston. Foi um evento que apresentou o Aero a uma nova geração influenciada pelo gênero musical e, além disso, que foi transmitido pelo Multishow (depois de diversos empecilhos, diga-se de passagem) para que nós possamos “voltar no tempo” sempre que quisermos.
Não ranqueia tão alto porque, na época, Tom Hamilton não estava com a banda por problemas de saúde (David Hull o substituiu no baixo) e porque os membros do grupo estavam visivelmente doentes – uma gripe que pegou todos de surpresa, especialmente Tyler, com uma rouquidão maior do que o normal. Mesmo assim, uma performance pra nunca se esquecer!

9 – São Paulo, 2010

Estádio Palestra Itália

Em 2010, as coisas nos bastidores não iam muito bem: Steven tinha acabado de aceitar um papel como jurado do American Idol, o restante do grupo sentia-se traído por não ter sido avisado, Joe comunicou à imprensa que estavam procurando por um novo vocalista após o acidente de Tyler em 2009… Um turbilhão de acontecimentos. Contudo, os cinco botaram tudo de lado e embarcaram em uma turnê que viria a ser uma das mais bem lembradas pelos fãs até hoje por duas razões: o Aerosmith decidiu tocar raridades que há tempos os fãs pediam e, além disso, as brigas e os desentendimentos trouxeram um clima diferente (e positivo) às apresentações – por mais estranho que isso possa parecer.
Este foi o último show realizado no antigo estádio Palestra Itália, que viu milhares de fãs cantando Kings and Queens (Draw the Line, 1977) e Lord of the Thighs (Get Your Wings, 1974) a plenos pulmões – esta primeira foi tocada pela primeira vez 4 anos. Foi quase como um presentinho de exclusividade para a Blue Army brasileira, que também ouviu as raridades Crazy (Get a Grip, 1993) e Falling in Love (Is So Hard on the Knees) (Nine Lives, 1997).

8 – Rio de Janeiro, 2013

Praça da Apoteose

Fazia 19 anos que o Aerosmith não tocava na cidade maravilhosa. Tempo demais. A chuva que rolou entre a abertura do Whitesnake e o show deles lavou a alma dos milhares que estavam presentes, mas não deixou que eles desanimassem em hinos que nunca antes haviam sido tocados por lá: Jaded (Just Push Play, 2001), I Don’t Want to Miss a Thing (Armageddon: the Album, 1998) e No More No More (Toys in the Attic, 1975) são apenas alguns exemplos. Rolou um pequeno medo que Dream On (Aerosmith, 1973) não fosse tocada no piano por causa da chuva, assim como em 2011, mas o tempo deu uma trégua e os cariocas puderam ver Steven e Joe utilizarem o instrumento. Por outro lado, esta apresentação fez parte da série em que David Hull substituiu Tom Hamilton.
E mais: a passagem pelo RJ também foi uma das mais marcantes pela coletiva de imprensa realizada no Copacabana Palace, pelas centenas de fãs na frente do hotel e pelo lançamento do então novo Rock for the Rising Sun em um cinema local – com direito a presença de Steven Tyler e tudo! Agora não precisa esperar tanto tempo: eles voltarão à cidade em setembro deste ano para o Rock in Rio!

7 – Recife, 2016

Classic Hall

Este foi o primeiro e único (até o presente momento) show do grupo a ser realizado em uma casa fechada brasileira. E, mesmo com as quatro apresentações que chegam por aqui em setembro, esse é um número que provavelmente não mudará. O Aerosmith é uma das maiores bandas da história, ou seja, seus shows – especialmente fora dos EUA – raramente cabem em lugares fechados e menores. No entanto, na única visita do quinteto ao nordeste do nosso país, a performance foi realizada no Classic Hall, um lugar com capacidade para pouco mais de 15 mil pessoas. Segundo Joe Perry, em um post no seu Instagram, a plateia “parecia ter três vezes o seu tamanho” por causa do grande barulho e animação do público. Quase um show intimista, bem de perto. Quem não quer algo assim?
Do lado do setlist, os Bad Boys from Boston também não decepcionaram: um dos melhores dos últimos anos, mas que não teve tantas “surpresas” por ter sido uma repetição do que foi visto em São Paulo alguns dias antes. Foi uma noite inesquecível para os fãs nordestinos.

6 – Curitiba, 2013

BioParque

“Show me your Curitiba” é a frase que ficou marcada na memória de todos que foram ao show na capital do Paraná em 2013. Animado, Steven interrompe o início à capela de What It Takes (Pump, 1989) para explicar: “eu amo falar esse nome. Parece uma noite com uma garota onde eu digo ‘baby, me mostre a sua Curitiba'”. Mas, além da piada, as surpresas no setlist – como Let the Music Do the Talking (Done With Mirrors, 1985) e Movin’ Out (Aerosmith, 1973), a animação do povo – que levaram Tyler à loucura – e o sentimento de primeiro show naquele lugar tornaram a noite uma para se lembrar para sempre.
Tudo isso sem contar com a energia potente de todos os membros da banda: vendo um BioParque lotado, eles tocaram como se não houvesse amanhã, com a típica excelência e experiência que já têm, alinhadas ao amor pelo Brasil e à paixão instantânea por Curitiba. Sortudos os que puderam assistir tudo isso acontecer ao vivo.

5 – São Paulo, 2007

Estádio do Morumbi

Quebrando um jejum de 13 anos, o Aerosmith voltou ao Brasil pela primeira vez desde 1994. Em grande estilo, lotaram o gigante estádio do Morumbi pela segunda vez, com mais de 62 mil pessoas cantando em coro os sucessos que nunca antes haviam sido tocados no Brasil – visto que a última turnê por aqui focava na divulgação do Get a Grip (1993). O destaque da noite foi para a dobradinha Hangman Jury (Permanent Vacation, 1987) e Seasons of Wither (Get Your Wings, 1974), com Steven e Joe sentados na ponta da passarela em uma parte mais “acústica” da performance.
A Blue Army brasileira sentiu-se ainda mais orgulhosa quando percebeu que esse show em São Paulo foi o que abriu a turnê mundial daquele ano. A energia da apresentação, a presença em peso do público e a participação de todos que estavam lá fizeram os Bad Boys from Boston tomarem gosto de vez pelo Brasil: voltaram em 2010, 2011, 2013, 2016 e agora em 2017. Para quem esperou mais de uma década para vê-los novamente, 6 vezes no mesmo espaço de tempo é muito bom, não é mesmo?

4 – Rio de Janeiro, 1994

Praça da Apoteose (Hollywood Rock)

Quando o Aerosmith aterrissou no Brasil pela primeira vez, em 1994, a banda já tinha 24 anos de estrada. Um tempo que serviu para eles explodirem no mercado, nos anos 70, quebrarem no início dos anos 80 e voltarem triunfais entre o final dos anos 80 e começo dos anos 90. Com uma bagagem já imensa, dezenas de hits no catálogo e uma legião de fãs no mundo inteiro, o Brasil não poderia mais ficar de fora. A Blue Army brasileira, sedenta pelos Bad Boys from Boston, lotou as noites do Hollywood Rock em que o grupo era a atração principal: primeiro no Morumbi, depois na Praça da Apoteose.
O setlist não decepcionou e, quem teve a sorte de poder comparecer a uma das duas apresentações, ouviu ao vivo o que hoje são raridades praticamente impossíveis de se encontrar em um show do Aerosmith. A maioria das músicas eram do Get a Grip (1993), até porque, como dito na posição de número 5, a turnê era voltada à divulgação do álbum – então tivemos Fever, Amazing, Shut Up and Dance, Walk on Down, entre outras. Na época, a rede Globo deu um presentão para quem esperou por tanto tempo para ver seus ídolos: a transmissão ao vivo desse que foi um dos shows mais incríveis do Rio de Janeiro.

3 – Porto Alegre, 2016

Estádio Beira-Rio

Abrimos o top 3 com uma apresentação gaúcha. O show do ano passado no Beira-Rio será extremamente bem lembrado para sempre por algumas razões específicas: além de toda a atmosfera que o estádio do Beira-Rio criou, era a primeira vez que o Aerosmith tocava no Rio Grande do Sul desde 2010, quando apresentou-se na FIERGS, de tamanho consideravelmente menor. Além disso, os shows na América do Sul que precederam as apresentações brasileiras de fato não estavam empolgando: um setlist já muito manjado, sem surpresas e curto. Contudo, quando chegaram ao Brasil para este show em RS, eles invocaram as surpresas, novidades e dedicação que citamos no início do artigo. Soltaram raridades como Monkey on My Back (Pump, 1989) e Kings and Queens (Draw the Line, 1977), além de surpreenderem com pontos únicos, como a dedicatória às vítimas de câncer de mama antes da apropriada Pink (Nine Lives, 1997) – já que a performance foi realizada no outubro rosa.
A plateia animada de Porto Alegre não deixou a desejar: cantando cada letra das canções e saindo de lá pedindo mais. Talvez por isso o quinteto sempre volte com olhos no sul do país que, além de comparecer em peso, sempre se dedica um pouquinho mais na hora cantar junto e agradar nossos ídolos.

2 – São Paulo, 2011

Arena Anhembi

Nem mesmo a chuva insistente que perdurou por quase todo o show foi o suficiente para espantar a animação das 32 mil pessoas que lotaram a Arena Anhembi em 2011 para ver o Aerosmith. Com um único show na turnê que passava pela América do Sul e Japão, os Bad Boys from Boston despejaram um setlist repleto de hits mais antigos, não passando do ano de 1998, com I Don’t Want to Miss a Thing (Armageddon: the Album). Foi uma apresentação voltada aos fãs mais hardcore, com um trio de abertura sensacional: Draw the Line (Draw the Line, 1977), Same Old Song and Dance (Get Your Wings, 1974) e Mama Kin (Aerosmith, 1973). Foi também um dos vídeos de abertura mais empolgantes dos últimos tempos: quase como uma pessoa que “zapeia” pelos canais de televisão até achar o Aerosmith em um deles. O logo da banda explode nos telões, um sirene pode ser ouvida no fundo e, só então, Steven e Joe aparecem na ponta da passarela – e foi aí que nasceu a abertura que atualmente é um pouco modificada e que, na época, surpreendeu o público que esperava que eles entrassem por trás da bateria.
Já que a estreia do piano branco em Dream On (Aerosmith, 1973) no Brasil foi adiada por causa da chuva, o que mais será lembrado de toda essa performance será a dedicação de dezenas de membros da Blue Army que levantaram plaquinhas pedindo a música Angel (Permanent Vacation, 1987) antes de What It Takes (Pump, 1989). Steven olhou, pediu para o câmera gravar e disse “caramba! Mas o que é isso?”. Pareceu que a brincadeira acabaria ali, mas, depois de finalizar o setlist, Tyler juntou o restante da banda ali no palco mesmo e decidiu que atenderia aos pedidos da plateia. Angel, que não era tocada há 6 anos, foi, então, juntada em Train Kept a Rollin’ (Get Your Wings, 1974) para encerrar a noite de forma animada.

1 – São Paulo, 2016

Allianz Parque

O melhor setlist que o Aerosmith já fez no Brasil. Ponto final. Poderíamos terminar a primeira prosição com apenas essa frase, mas vamos explicar um pouco mais: em que outro setlist da história você encontra raridades como Rats in the Cellar (Rocks, 1976), Monkey on My Back (Pump, 1989), Kings and Queens (Draw the Line, 1977) e Chip Away the Stone (Gems, 1988) dividindo espaço com hits como Crazy (Get a Grip, 1993), Pink (Nine Lives, 1997) e Dude (Looks Like a Lady) (Permanent Vacation, 1987)? A resposta é fácil: nenhum!
Quanto à performance em si, Steven, com a voz melhor do que nunca, atingiu todas as notas altas – com destaque para Crazy, canção dificílima até mesmo para ele, que já está com 69 anos de idade. Isso sem falar em toda a energia para pular de um lado para o outro no palco e o carisma para interagir com os fãs. Ele, vendo uma placa que pedia Hole in My Soul (Nine Lives, 1997) na plateia, cantou um pedaço da canção e fez as quase 50 mil pessoas no estádio cantarem junto. No piano, fez os roqueiros mais fortes chorarem com trechos de Home Tonight (Rocks, 1976) e You See Me Crying (Toys in the Attic, 1975), seguidos de uma apresentação estupenda de Dream On (Aerosmith, 1973).
Tom Hamilton voltou aos palcos de São Paulo pela primeira vez desde 2011, Joe Perry não deixou um riff se quer passar despercebido, enquanto Brad o apoiava com solos maravilhosos e Joey quebrava tudo na bateria. O público cantou em alto e bom som, o que, com toda a certeza, deixou os Bad Boys from Boston impressionados com a animação brasileira, mesmo com esta sendo a sexta passagem da banda pelo país. Tyler, inclusive, deixou claro ao final de Love in an Elevator (Pump, 1989): “50 mil filhos da puta loucos!”
O fato de esse show ganhar o primeiro lugar e dos outros dois de 2016 também estarem no ranking é algo a se destacar: com quase 50 anos de carreira, o Aerosmith continua ficando cada vez melhor em cima do palco. Tudo vale a pena: a voz, os instrumentos, as luzes, a estrutura… Eles são, de fato, a maior banda da história da América. E se eles foram tudo isso e muito mais no ano passado, imagina só o que eles farão por aqui neste ano! Se não garantiu o seu ingresso, corra que ainda dá tempo de presenciar toda a força do nosso quinteto favorito ao vivo!

E para você? Qual foi o melhor show do Aerosmith no Brasil? Comente aqui e em nossa página no Facebook! Garanta seus ingressos para os shows de São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte. Para o Rock in Rio estão todos esgotados, mas não deixe de assistir pela televisão.
Nos vemos em setembro! 😉

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Igor Lino
Jornalista, já trabalhou na revista Exame PME, da Editora Abril, e atualmente está no Google. Apaixonado por música, livros e filmes.
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